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Maris Harada | Coaching no metro, dica de colaboração – #insight2 (empatia)
Por Maris Harada
23/10/2017

Sabe aquele ditado “perguntar não ofende”? Então, perguntar não ofende mas sair fazendo sim. Ontem eu estava no metrô (minha carteira de motorista foi caçada, buááááá) e eu – como tenho o dedo podre – sempre atraio confusão ao meu redor. Estava eu em pé fazendo meu nanodegree de marketing digital pelo celular (ainda faltam mais de 30 horas…, tomara que eu não seja jubilada de curso on-line, rs rs rs), e uma senhora no banco ao lado dormia. De repente ela levantou, largou a bolsa no banco, saiu correndo e foi de encontro a uma moça deficiente visual, que também estava em pé do outro lado do vagão. Foi aí que a confusão começou…

Com a maior das boas intenções, a senhora (que para efeitos deste relato eu vou chamar de Joana) começou a puxar a moça (que também para efeitos da história vou chamar de Carol) para dar o seu lugar a ela. Carol, muito brava e nervosa, pedia para ser largada. Joana explicou que estava só cedendo o lugar a ela para que ficasse mais confortável. Carol respondeu puxando o braço: “Tá bem, eu vou, mas eu vou sozinha”.

Foi o tempo de eu puxar a bolsa que estava no banco e Carol se sentou, ainda brava. Joana tentou se explicar: “Sabe, a minha educação me disse que eu tinha que ir lá para lhe dar o lugar”. E a resposta veio como um foguete. Carol recomendou assustadoramente: “A senhora nunca deve puxar e arrastar ninguém. Se quer dar o lugar pergunte antes. Nunca mais faça isso com ninguém”.

Claro que imediatamente Joana se dirigiu a mim e disse: “Eu só queria ajudar, mas o lá de cima está vendo, é pra ele que eu faço”. Ao que eu respondi: “Sabe, senhora, o mundo não está fácil e muitos deficientes físicos estão sendo vítimas de assaltos e sequestros, talvez por isso não seja mesmo uma boa ideia puxar uma pessoa que não enxerga, pois ela pode se assustar”. E Joana disse: “é verdade, ela se assustou”.

Quando eu pensei que o causo estava encerrado e Joana havia se conformado, ela se voltou para mim com os olhos cheios de lágrimas e se lamentou: “eu só estava ajudando e levei uma resposta dessa…”. Chegou minha estação e eu tinha que descer, mas deixei com ela meu conselho. “Continue ajudando, é melhor levar uma resposta atravessada do que deixar alguém que necessita sem auxílio. Mas acho que perguntar antes de ajudar pode ser uma boa”.

Sem entrar no mérito do mimimi “ai o ser humano”, vamos olhar objetivamente o fato. Coloque-se no lugar de Joana. Para ela, era muito claro que um deficiente visual precisava mais do banco reservado do que ela. Prestativa, correu para auxiliar. Agora coloque-se no lugar de Carol. Ela estava tranquila, ouvindo a sua música, apoiada na parede do trem como faz todos os dias, quando, de repente, foi arrastada e puxada por sei lá quem. Ambas tem razão, correto?

Transporte o caso para o dia a dia, principalmente em tempos de marketing digital, que imprimiu um novo ritmo aos publicitários e profissionais de marketing. Quantas vezes você arrasta alguém – ou até equipes – sem menores explicações para um lugar que ela nem visualizou direito qual é? Quantas vezes você julga que as pessoas estão perdidas e precisam do seu auxílio quando na verdade elas estão bem? Quantas vezes você perguntou se alguém precisa de auxílio antes de interferir no seu trabalho e, consequentemente, no seu resultado? Quantas vezes você confiou na capacidade e no potencial de uma pessoa que à primeira vista parece estar em dificuldades? Quantas vezes você fez julgamentos precipitados sem ter todas as informações e fatos?

Hoje cedinho veio a resposta. Estava eu na padaria (antes que alguém me acuse de folgada, eram 6h45) e entrou um casal deficiente visual. Uma senhora se levantou, foi até eles e perguntou se eles precisavam de auxílio. A resposta foi: não, muito obrigado. Eles continuaram lá parados no balcão. Um minuto ou dois depois o balconista da padaria havia dado a volta, deu o braço a eles, encaminhou-os para a mesa de sempre e comandou para a cozinha: “café completo para dois”. Virou-se para o casal e perguntou: “qual o sabor do suco de hoje?”. Moral da história: muitas vezes, o que parece uma ajuda pode ser um estorvo.

Situações mais palatáveis como essas citadas obrigam as pessoas a tomaram uma ação e exercerem sua “generosidade”. Porém, devemos em primeiro lugar, nos colocar no lugar de quem queremos ajudar, compreender a situação sob o seu prisma e ter em mente as competências que esse alguém têm e as que ele não têm. Só assim estaremos sendo generosos com eles e não conosco. Assim, o meu #insight2 é empatia.

 

Aprendizados do #insight2

  1. Pergunte antes de auxiliar um colega.
  2. Coloque-se no lugar dele e tente enxergar a situação pelos olhos dele e não os seus.
  3. Não determine alguém como vítima antes de conhecer todos os fatos.
  4. Auxilie de forma positiva e eficiente, e não apenas faça a sua parte.
  5. Nunca subestime uma pessoa. Respeite seu potencial e sua capacidade.
  6. O uso da empatia é um exercício diário. Pratique e aprimore.

 

Confira abaixo meu outro insight

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