#Blog

navegue pelos jobs, tags ou busque aqui o que procura ;)

Maris Harada | O homem como elemento central no processo de transformação digital – #insight4 (fator humano)
Por Maris Harada
07/11/2017

Designing your Life foi o tema da primeira plenária do IT Forum Expo 2017, evento de tecnologia e transformação digital que está sendo realizado no Transamérica Expo Center, em São Paulo. O key note speaker Gil Giardelli mostrou na palestra introdutória como a tecnologia pode contribuir para um mundo melhor.

Ele citou exemplos como a lagarta desenvolvida nos laboratórios da universidade de Oxford, que se alimenta de plástico e produz uma seda que pode ser usada na confecção de roupas. O resultado? Término do problema de plástico nos rios e camisas que podem ser vendidas a 1 euro. Ou das 2 mil nanoformigas robôs que atuam na cura de doenças. 

O fato é que a tecnologia abre um mundo de possibilidades para uma vida melhor. Desde que estejamos atentos ao fator central do processo de transformação digital: o homem. Eu acredito nisso. A tecnologia serve o homem e não o contrário.

“Se a gente só pensar em tecnologia, vamos ver robôs assassinados perseguindo e assassinando as pessoas, tipo Blade Runner”, brincou Gil Giardelli. “Temos que pensar em pessoas, no ser humano”.

Giardelli aponta que estamos muito aquém do desejável. Segundo ele, 66% das pessoas estão infelizes no seu trabalho e 15% odeiam o que fazem. Ao mesmo tempo, a conexão e a tecnologia nos levam a sermos impactados por 130 mil “nano tédios” por dia. Parece que o foco no homem foi perdido para a tecnologia há algum tempo…

Marcos Oliveira, country manager da Symantec, reconhece que as empresas estão sempre pressionando e cobrando resultados e que as pessoas não estão felizes. Segundo ele, é preciso buscar caminhos para ouvi-las e ajuda-las, de levar em conta seus sentimentos. “Precisamos resgatar aquela motivação pela curiosidade, pela vontade de inovar, com menos rigidez, com mais leveza”.

A falta de cultura de inovação é uma das principais barreiras do processo de transformação digital, na opinião de Leonardo Framil, presidente da Accenture. Ele lembra que muitas empresas pregam a inovação mas punem aquele que tenta inovar e fracassa muito além daquele que não tenta nada novo. Para ele, se queremos ter um papel mais ativo na revolução digital, isso precisa mudar. “Nosso país tem que acreditar que temos um papel de protagonista neste novo cenário e pensar grande”, afirma. “Esse momento de transformação permite que façamos algo realmente disruptivo”.

Alexandre Rappaport, presidente da Livelo, concorda. “Daqui a 10 anos, teremos um orgulho danado de ser brasileiro porque teremos feito algo pelo nosso país, sem esperar que alguém faça algo por nós”, diz. “Tenho visto empresas buscando investimentos, estudantes na segunda ou terceira pós, gente super focada. Inteligência artificial, por exemplo, não dá saltos, dá pequenos passos. Se todo mundo estiver fazendo isso, com certeza teremos um mundo melhor”.

Propósito é a força motriz da inovação, de acordo com Sandoval Pereira, presidente do Buscapé, acredita que a única forma de se destacar neste cenário de inovação é ser uma organização movida a propósito e para isso a empresa tem que ser verdadeira. Ele conta que no Buscapé a idade média dos funcionários é de 25 anos e que a empresa mantém um espaço com instrumentos musicais, mesa de pingue-pongue, etc. “Às vezes eu passo por lá e tem mais de 15 pessoas neste espaço”, conta. “Como CEO eu poderia pensar que tem muita gente não trabalhando, mas eu entro lá e toco guitarra com eles, pois, caso contrário, o Buscapé não estaria sendo verdadeiro”.

E você? Aposta na tecnologia a serviço do homem?

 

#insight1 – Publicidade mobile | PARA ONDE CAMINHA O MARKETING DIGITAL

#insight2 – Empatia | COACHING NO METRO, DICA DE COLABORAÇÃO

#insight3 – Propósito | 3 LIÇÕES DE MARKETING DO U2

 

Foto: IT Forum Expo | Divulgação

Veja também:

veja mais

Contato Rápido!

Fechar