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Maris Harada | Penso, logo existo
Por Maris Harada
07/08/2017

A máxima do Descartes “Penso, logo existo” nunca foi tão relevante. Há muitos anos, numa especialização em Marketing Digital, a master blaster fera Martha Gabriel mostrou um gráfico sobre o gap entre a tecnologia, que cresce de forma exponencial e o cérebro.

Esse gráfico nos mostra que embora nos esforcemos desumanamente para acompanhar o ritmo dos avanços proporcionados pela tecnologia, a inteligência humana nunca poderá competir em velocidade com a A.I. Ela nos conta ainda que estamos ainda com um pequeno gap entre cérebro e tec, que tende a ser imenso num futuro próximo. Ou seja, ou investimos no nosso diferencial – o cérebro – ou não teremos sucesso e qualidade de vida.

Qual seria então o caminho? Segundo Martha Gabriel devemos usar a tecnologia a nosso favor e investir no diferencial que o cérebro proporciona: desenvolver soluções criativas e inovadoras, enxergar o que ninguém ainda vê e sair na frente. Costumo dizer aqui na Cadaris, use a tecnologia a seu serviço e não seja servo dela. Por exemplo: você pode usar a análise de dados e os inputs advindos dessa inteligência para enxergar o que ninguém vê como aconselha a querida Martha. Mas não pode mudar de ideia cada vez que as métricas do seu site ou de suas campanhas de ads se alteram. Elas devem sim indicar uma correção de rota e demandam ação corretiva, o que é bem diferente de sair correndo para outro lugar sem direção.

O que vivemos hoje é uma fase adaptativa em que corremos atrás o tempo todo, sem nunca chegar a algum lugar. Recebemos direcionamento de várias fontes: chefes variados (sim, no plural, ninguém tem mais apenas um), big data, pesquisa, internet, etc. Nem sempre entendemos a estratégia ou o pensamento, mas vamos lá. Afinal, o importante é executar. A Lilian Sanches da Intentus tem inúmeros posts nesse sentido. O meu predileto é “Você é um homem ou um saco de batatas?”, leia aqui.

Na minha época de coaching com o Uranio Paes, o papa do eneagrama no Brasil, descobri que o meu tipo era o 5 (bem correspondente ao meu MBTI, o ENTP-A) e ele é super ágil, conecta tudo com tudo o tempo todo, desce na profundidade, etc. e tal. Porém, tem dificuldade em focar. E eu me lembro que um dos meus primeiros ensinamentos de negócios, bem básico mesmo, foi: “não coloque um monte de escadas em paredes diferentes, comece com uma e depois outra e assim por diante”. Alguns precisam de várias escadas para se concentrar (tipo eu), mas o que eu quero dizer é que não dá para tudo ser outstanding. Escolha um desafio UAUUUU! por semana e conclua-o.

O outro aprendizado, ainda mais básico, é: “primeiro certifique-se de estar com a escada na parede correta antes de traçar a estratégia e fazer todos subirem nela”. Se é tão básico, por que perder tempo escrevendo isso? Porque percebi que estou perdendo muito mais tempo, mas muito mesmo, subindo escadas erradas e fazendo minha equipe subir nelas. E vejo no meu dia a dia, outros profissionais – alguns brilhantes, geniais e competentérrimos – que, como eu, estão sem tempo para analisar onde colocar suas escadas.

A pressão da velocidade e dos resultados está esmagando não só a criatividade, mas já afeta nossa capacidade de raciocinar, de compreender as demandas sob vários pontos de vista, e de encontrar a melhor solução. O problema de tudo isso? Não tem como gerarmos profissionais realizados e felizes num ambiente desse. E lembrando pela milésima vez o Walter Longo, “somente pessoas felizes fazem um trabalho memorável”.

Bem, amigos, fica a reflexão. Eu tô voltando de férias da Bahia. Lá visitei um mosteiro de beneditinos: o mais novo tinha 101 anos e o mais velho, 109. Parei para pensar o que leva uma pessoa a viver tanto… Tenho certeza que a baianidade de viver e apreciar o momento presente tem tudo a ver com isso. Eu, com certeza, não completarei meu centenário pois esse ritmo calmo e maravilhoso do baiano está muito além do que eu posso alcançar. De toda forma, trouxe minha experiência com a baiana acarajé (se quiser saber leia abaixo) para a minha realidade. Refleti, descobri que estou tirando a paz de uma galera e decidi buscar novos caminhos. Mudar para melhorar. E certamente melhores resultados virão.

Estava eu na fila interminável do acarajé, que estava realmente com uma carinha de delícia. Claro que os bolinhos já fritos terminaram na pessoa à minha frente. Então, a baiana master simpática pediu para eu esperar 10 minutinhos para terminar de fritar o que já estava na frigideira gigantesca, uns 20 eu contei. Pacientemente, ela começou a virar um por um e eles viravam de volta. E assim foi com todo carinho e calma. “Pois fique aí bichinho arretado”, ela dizia a cada um dos acarajés que teimavam em voltar à posição original. Vendo aquela cena, tive uma crise de ansiedade, vontade de pular o balcão pegar as duas escumadeiras e segurar todos os 20 bolinhos ao mesmo tempo com o lado branco para baixo. Respirei e disse: “vou pegar uma cervejinha e já volto”. Ao que ela respondeu: “faça isso com a baiana, não”. “Claro que não”, respondi. Buscando forças no íntimo do meu ser passei os outros 10 minutos – que pareceram duas horas – vendo a baiana esperar os acarajés fritarem e arrumar tudo com o maior esmero. Na minha mente, eu só via a cena da coelhinha com a preguiça da animação zootopia… https://youtu.be/prct6AB5tR8

Termino este artigo com um ensinamento de Buda que muitas pessoas devem usar pra mim (rs rs rs) e hoje eu uso para mim mesma. “Nunca entre na tempestade dos outros, traga-os para sua paz”.

Até a semana que vem!

Hey, ho, Let’s Think!

Maris

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